Educar positivamente não é sinônimo de permissividade

Muitos pais e mães têm medo de adotar a Disciplina Positiva e “perder o controle” sobre seus filhos. Alguns acreditam que deixar de lado todo o castigo e a punição pode fazer com que a criança acredite que não há limites no mundo, que podem fazer o que quiserem. Já ouvi relatos de pais preocupados em não corrigir os filhos de maneira mais enfática (até mesmo batendo) e vê-los tornarem-se marginais, drogados ou pessoas de mau caráter no futuro.

Já falei aqui que não castigar ou bater não significa não dar limites. Limites são sim necessários na educação e são igualmente praticados na Disciplina Positiva. Educar positivamente não é ser permissivo. Ser permissivo é abrir mão dos limites, dar liberdade sem qualquer ordem, fornecer escolhas ilimitadas, viver na ausência de regras desrespeitando as pessoas à nossa volta. Disciplina Positiva nada tem a ver com isso!

A Disciplina Positiva prega o uso da gentileza combinada com a firmeza no momento de impor os limites, liberdade com ordem, escolhas limitadas. Nas palavras da Jane Nelsen (autora do livro “Disciplina Positiva”), a mensagem para a criança deve ser: “Você pode escolher dentro dos limites que demonstrem respeito por todos”. “Todos”, obviamente, inclui a própria criança. A criança pode (e deve) ter liberdade de escolha dentro de limites que respeitem a ela mesma, à toda a família e às pessoas de seu convívio.

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Juliana Cidade

Juliana Cidade Cardoso é mãe de dois meninos, psicopedagoga e educadora parental certificada em Disciplina Positiva pela Positive Discipline Association. Atua como consultora de educação positiva através de atendimentos presenciais em grupo (Rio de Janeiro) e individuais online. Ministra cursos, palestras e workshops sobre Disciplina Positiva.

Website: http://www.universodascriancas.com.br

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